domingo, 19 de agosto de 2012

PLANO DE COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA


PREFEITURA MUNICIPAL DE TABOÃO DA SERRA
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO, CULTURA, CIÊNCIA E TECNOLOGIA

EMEFEM RUI BARBOSA



PLANO DE COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA

MARIA CRISTINA ALVES MAGUEIJA


PROJETO
“O projeto da escola depende,
sobretudo, da ousadia dos
seus agentes, da ousadia de cada escola
em assumir-se como tal, partindo da “cara”
que tem, com o seu histórico em que ela se insere.
Projetar significa “lançar-se para frente”,
antever com um sentido definido, explícito,
sobre o que se quer inovar”.
(Moacir Gadotti)

MARÇO DE 2011 
I-                   JUSTIFICATIVA

Trabalho como professora na unidade escolar há quinze anos e durante vários anos, a escola foi muito bem conceituada na cidade, pois auxiliou na formação de milhares de jovens, tanto na formação Técnica, quanto na formação do Ensino Fundamental. Nos últimos quatro anos, houve uma série de problemas e desajustes que denegriram a imagem da escola, o que me entristece, pois faço parte desse processo, sou profissional comprometida e acredito na educação pública de qualidade. Então, recebi uma proposta para auxiliar na parte pedagógica e tentar melhorar a opinião da comunidade escolar.
Aceitei o desafio, apesar de não ter experiência como gestora, eu leciono há vinte anos e tenho muita experiência, em vários níveis de ensino: Ensino Médio Regular e EJA, Ensino Fundamental Ciclo Dois, Ensino Técnico em Contabilidade, Secretariado, Processamento de Dados e Informática. Possuo graduação em Letras, Pedagogia – direção, coordenação e Séries Iniciais, pós-graduação em Metodologia do Ensino, Meio-ambiente e Docência do Ensino Superior, como também cursos de capacitação. Além disso, sinto-me na obrigação de auxiliar a escola, para que recupere seu conceito junto à comunidade e para que melhore seu índice no IDEB, pois acredito que seja possível a Escola Pública ter educação de qualidade.

II-                CONCEPÇÃO DE ENSINO E DE APRENDIZAGEM

No processo de ensino e aprendizagem, é fundamental que o educador tenha clareza de que só se ensina se alguém aprende, ou seja, é um processo em que o professor é o mediador do conhecimento e deve auxiliar o aluno na construção de conhecimentos. O aluno é o principal envolvido nesse processo e o professor deve auxiliá-lo no desenvolvimento de habilidades e competências que lhe garantam oportunidades de crescimento pessoal, social e profissional.
Para isso, é necessário que o foco de todo o processo esteja no desenvolvimento de habilidades e competências que envolverão a construção do planejamento, planos de aula, projetos, eventos e avaliações. Nessa concepção de ensino e aprendizagem, primeiro são escolhidas as habilidades que devem ser desenvolvidas para que o aluno desenvolva as quatro competências básicas: pessoais, relacionais, cognitivas e produtivas, antes de se pensar em conteúdos. Os conteúdos são vistos como meios de se desenvolver habilidades e não como o foco, o objeto principal do processo.



III-             OBJETIVOS

·         Auxiliar o grupo gestor no processo de recuperação do prestígio da escola;
·         Colaborar para a “reconstrução” da escola;
·         Trabalhar sempre em sintonia com o grupo gestor;
·         Melhorar a nota da escola no IDEB;
·         Auxiliar os professores a melhorarem a prática pedagógica;
·         Auxiliar os professores e os alunos no processo de ensino-aprendizagem;
·         Construir um planejamento participativo, democrático e significativo;
·         Acompanhar o planejamento, assistindo às aulas, avaliando as avaliações dos professores, colaborando na elaboração e realização de projetos e eventos;
·         Replanejar, sempre que necessário;
·         Promover capacitação dos professores nos HTPCs;
·         Orientar pais, alunos e professores quanto ao desenvolvimento do processo pedagógico;
·         Ajudar o grupo gestor e corpo docente na realização de reunião de pais, conselho de classe e conselho participativo;
·         Acompanhar e analisar o desempenho de alunos e de professores;
·         Reorganizar o Projeto Político Pedagógico da escola.


IV-             METAS PREVISTAS

·         Recuperar o prestígio da escola;
·         Reconstruir a escola: espaço físico e pedagógico;
·         Melhorar a formação dos professores e alunos;
·         Construir o planejamento com os professores e grupo gestor, a partir de habilidades e competências;
·         Mudar o foco de ensino atual, para o foco de desenvolvimento de habilidades e competências;
·         Tornar a avaliação uma prática pedagógica de averiguação de habilidades desenvolvidas pelos alunos e do trabalho desenvolvido pelo professor;
·         Democratizar o processo de ensino-aprendizagem;
·         Construir a “cara da escola” com toda a comunidade escolar;
·         Fazer reuniões de pais agradáveis que permitam mudanças significativas na relação família-escola;
·         Buscar maior participação de pais e alunos para a melhoria do processo educacional;
·         Trabalhar com professores e grupo gestor em um processo democrático.
V-                AÇÕES A DESENCADEAR
O QUÊ
COMO
Reconstrução da escola
Através de um trabalho conjunto com grupo gestor, professores, equipe, pais, alunos e comunidade na recuperação física e pedagógica da escola, replanejando ambientes: sala de leitura, laboratório de Ciências, biblioteca dos professores (sala de coordenação), brinquedoteca, play-ground, mesas leitoras (letramento), salas adequadas para os primeiros anos, suporte pedagógico aos professores.
Recuperação do prestígio da comunidade
Fazer propagandas das melhorias realizadas na parte física e pedagógica. Trazer o pai para a escola, através de eventos e da participação efetiva em APM, Conselho de Escola e dia-a-dia escolar.
Melhoria da formação de professores e alunos
Melhorar a formação dos professores, através de teorias e práticas, fundamentando o HTPC com temas pertinentes à educação, em que haja falhas ou dúvidas do corpo docente: habilidades e competências, indisciplina, avaliação, competências do professor, democratização do ensino, construtivismo, taxionomia de Bloom, os grandes pensadores da educação, estatutos e leis, práticas pedagógicas, importância da leitura, letramento, gêneros discursivos, novo acordo ortográfico, entre outros. O professor capacitado é capaz de auxiliar o aluno no desenvolvimento de competências.
Planejamento democrático
Construção do planejamento feito com professores e grupo gestor, num processo horizontal, onde todos sabem o que será trabalhado, em todas as disciplinas. Assim como escolha democrática de eventos, projetos, saídas pedagógicas, critérios de avaliação, combinados dos professores.
Educação  focada no desenvolvi- mento de habilidades e competências
Mudança do foco do planejamento: primeiro são elencadas as competências e habilidades a serem desenvolvidas e a partir delas é que são escolhidos os critérios de avaliação, conteúdos, eventos, saídas e projetos. A avaliação integrada será construída a partir das habilidades escolhidas em “oficinas”. Estudo sistematizado nos HTPCs sobre competências e habilidades.
Avaliação da avaliação
Através de estudos e oficinas, mudaremos o foco da avaliação que deve ser corrigida na vertical e na horizontal, permitindo averiguar as habilidades desenvolvidas durante o bimestre, as que deveriam ser desenvolvidas e não foram e as mudanças necessárias nas práticas pedagógicas, a fim de melhorar o processo educacional.
Democratiza- ção do processo de ensino e aprendiza-gem
Fazer assembleias e fóruns com alunos e pais, a fim de melhorar as práticas pedagógicas. Nas reuniões de pais deve haverá um espaço para críticas e sugestões dos pais, para melhorias da escola. Os combinados da escola serão feitos por pais, alunos, professores e grupo gestor.
Construção da “cara da escola”
Participação de toda a comunidade escolar no processo de reconstrução da escola, através de ações descritas anteriormente.
Reunião de pais e conselho participativo
Realizar a reunião de pais, focada no desenvolvimento de competências e habilidades, mostrar aos pais as ações desenvolvidas, ouvir críticas e sugestões, entregar as fichas individuais e os pais que precisarem, procuram os professores, para dúvidas pertinentes aos seus filhos, nas matérias.
Parceria família e escola
Realizar eventos com a participação de alunos e pais, a fim dos pais apreciarem os objetos culturais desenvolvidos pelos seus filhos, fazer mostras dos trabalhos realizados, orientar os pais e alunos, sempre que necessário, mostrar aos pais a importância da participação deles na vida escolar dos filhos. Proporcionar uma escola de pais.
Processo democrático
A comunidade escolar tem voz, todos devem participar da educação, para termos sucesso e todos serão ouvidos e atendidos, sempre que possível.

VI-              AVALIAÇÃO

A avaliação do meu trabalho será feita constantemente, através de reuniões com o grupo gestor, espaços nos HTPCs, para que os professores avaliem o trabalho realizado no planejamento, eventos, formação em serviço, reuniões de pais e conselhos participativos. Na reunião de pais e conselho participativo, os pais e alunos terão espaço para avaliar o trabalho realizado, e o grupo gestor fará a avaliação do coordenador pedagógico da Secretaria de Educação.

VII-          BIBLIOGRAFIA

- Instituto Ayrton Senna/UNESCO. Educação para o desenvolvimento humano; por Simone André e Antônio Carlos Gomes da Costa. São Paulo: Instituto Ayrton Senna/Saraiva, 2003.
- AQUINO, J. Groppa. Indisciplina na escola alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus Editorial, 1996.
- FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia – Saberes necessários à prática educativa. 6.ed. São Paulo: Paz e Terra, 1997.
- REBELO, R. A. Argento. Indisciplina escolar: causas e sujeitos. 3.ed. Petrópolis: Vozes, 2002.
- TIBA, Içami. Disciplina, limite na medida certa. 51.ed. São Paulo: Gente, 1996.
- SNYDERS, Georges. Alunos felizes: reflexão sobre alegria na escola a partir de textos literários. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.
- GADOTTI, Moacir. Educação e Poder - Introdução à Pedagogia do Conflito. 8ª Ed. São Paulo: Cortez , 1988.
- HOFFMANN, Jussara. Avaliação: Mito e Desafio - Uma Perspectiva Construtivista. 18ª Ed. P. Alegre: Mediação, 1996.
- GADOTTI & TORRES (Org.) Educação Popular e utopia latino-americana. São Paulo: Cortez, 1994.
- BRANDÃO, Carlos Rodrigues. A educação popular na escola cidadã. Petrópolis: Vozes. 2002.
- DALBEN, Ângela Imaculada L. de Freitas. Trabalho escolar e conselho de classe. Campinas. Papirus. 1994.
- FREIRE, Paulo. A educação na cidade. São Paulo: Cortez. 1995.
- FREIRE, Paulo. Professora sim, tia não. Cartas a quem ousar ensinar. São Paulo. Editora Olho d’Água. 1993.

- MACHADO, Nilson José. Cidadania e educação. São Paulo: Contexto. 1997.

- MELLO, Guiomar Namo de. Políticas públicas de educação. São Paulo: USP- Instituto de Estudos Avançados. 1991.

- MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à Educação do Futuro. São Paulo/Brasília. Editora Cortez/UNESCO. 2002.

- PAROLIN, Izabel. Professores Formadores: a relação entre a família, a escola e a aprendizagem. Curitiba. Positivo. 2005.

- ARIÈS, Philippe. História Social da Criança e da Família. Rio de Janeiro. Editora Guanabara – Koogan. 1981.

- BOQUET, G. & BATITUCI, G. Letramento divertido: matemática de 6 e 7 anos de idade. Vol. 4. Belo Horizonte: Fapi, 2007.

- BECKER, F. Educação e construção do conhecimento. Porto Alegre: Artmed, 2001.

- PIAGET, J A Epistemologia Genética. Petrópolis: Vozes, 1971.


Pesquisas em sites:

- www. brasilescola.com.br



- www. novaescola.com.br  

- www.portaldeensino.com.br

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